out 312019
 

Glossário do Café – mais comprido que suspiro em velório!

Algumas expressões passam a ser usadas da mesma forma que tudo acontece no programa. Alguém lança a idéia (pode ser um de nós ou um ouvinte) e vira um bordão. Algumas coisas são aproveitadas da memória, principalmente dos mais “experientes”, pra não dizer outra coisa, que usam suas influências de antigos programas. Vamos a elas…

Persevera e triunfarás. A frase tirada de algum manual de auto ajuda servia para dar esperança àqueles que tentam de todo jeito participar do programa ou ser contemplado com os brindes oferecidos. Ou ainda, ter seu email lido no programa. Via telefone é quase impossível, até porque difícil fazer programa e atender o telefone ao mesmo tempo. Quando atendemos algum ouvinte no Cafezinho, é direto no ar e daí acontece uma coisa curiosa (curió…) muitas pessoas quando conseguem a ligação, não sabem o que dizer ou ficam intimidadas pelo fato de estarem no ar. A frase vale também pra quem pede música. Algumas pessoas esperam bastante tempo pra ouvir a sua música preferida, mas, quando menos espera, ela roda. Então, persevera e triunfarás….

Arthur larga o fio. Se ouvia sempre a reclamação do Fetter. É que o Arthur se posicionava ao lado do Fetter e o fio do fone do Fetter passava pela frente do Arthur, que por sua vez, ficava mexendo, dobrando o fio enquanto falava, ocasionando alguns problemas como; quebrar o fio, cortando o som do fone

Chêê…Loco… Expressão difundida por Neto Fagundes. Serve como saudação ou para manifestar admiração, surpresa diante de algum comentário ou assunto ou comportamento que o sujeito acha meio estranho. Por exemplo, quando rola “um clima” entre dois, ou mais, dos apresentadores do programa, o Neto exclama: “Chêe, que bambice!” Neto Fagundes é um dos colaboradores do Cafezinho e reza a lenda que, atualmente, só aparece no dia do pagamento.

Não floreia, vai de vereda! O Arthur conta que estava gravando num estúdio com seu conjunto onde ele presenciou a cena. O baterista de um grupo gauchesco estava gravando e de repente o baterista fez algo diferente, uma firula com os pratos e o produtor mandou parar: “tchê, o vaneirão não tem esse negócio aí…não floreia, vai de vereda!” no sentido de vai em frente, segue reto. O Gildo de Feitas também usava. Ele dizia: “Não floreia Albino” Se referindo ao gaiteiro do conjunto Os Mirins, Albino Manique. Foi o Arthur contar no café e pegou…A frase é muito utilizada quando alguém está enrolando ou patinando para desenvolver uma idéia.

Olha a areia. O mesmo que: Paulinho, olha a tosse. Significa que o locutor caiu na areia movediça e quanto mais ele se mexe, mas afunda. Serve para aqueles assuntos que o cara não conhece e começa a discorrer longamente. Os colegas ao perceberem a situação complicada, avisam: “olha a areia!” Também vale para aqueles momentos em que o apresentador se entusiasma com a foto de alguma mulher maravilhosa e vai fundo no elogio, se esquecendo que sempre tem alguém que vai contar para a “patroa”, se é que ela não estava ouvindo. Teve mais de um caso em que o locutor teve que dormir na sala, ou na casa de um colega.

Repite. Começou com a necessidade de repetir telefones e endereços e virou uma marca do programa. Quando participamos do programa do Túlio Milman (Estúdio 36) na TVCom ele se referiu ao “Repite” como uma das características principais do Cafezinho. E a expressão era usada pelos Discocuecas, um grupo musical/humorístico, que fazia shows e programas de rádio nos anos 70 e 80 que marcaram época. Foram da Continental AM, depois da Rádio Gaúcha e Universal FM e seus programas eram imperdíveis, fazendo humor em cima de personagens conhecidos do jornalismo e da cultura gaúcha.

É curió, curió…curiosidade! Também era dos discocuecas. Todos os dias alguém anunciava um assunto curioso, então a vinheta de abertura foi lançada para preparar a notícia.
Maguary. Quando alguém fica magoado com algum comentário.

Tomar Alvejante. Foi a D. Marlene, uma ouvinte assídua do Cafezinho, que sempre conseguia ligação para o programa. Sempre muito falante e “mucho loca”. Um dia o Fetter perguntou se ela havia tomado alguma coisa “diferente” ao que ela respondeu. Olha, eu tomo alvejante! (risos!) Apartir daí, tomar alvejante serve para explicar pirações em geral.
Notícia. Baco Baco Baco! Todo grande noticiário tem uma música característica. Utilizando o tema do Supergalo a nossa vinheta ganhou algumas modificações (aquela gritaria toda) até chegar no som de uma galinha no sol do meio dia, criada pelo Cagê.

Reunião, Reunião… Vamos sair do ar por alguns instantes (sobe a trilha) para discutir algum assunto interno, para chamar a atenção de alguém que malhou um patrocinador do programa ou para uma discussão mais forte com um colega que disse algo que não devia. Muitas vezes, na volta ao ar, ainda se ouvem alguns socos e safanões que estão acontecendo dentro do estúdio.

Tecla Sap. É a tradução livre, bem livre, para o Portunhol feita pelo Arthur de Faria. É um dos momentos mais engraçados do programa e que não acontece muito seguidamente porque a nossa tecla sap precisa de inspiração para atuar. Não adianta pedir no dia errado que não rola. É a única tecla sap que não se contenta em simplesmente traduzir, ela também dá opinião e tem sentimentos, de raiva, de alegria ou qualquer outro. Criação exclusiva do Arthur de Faria, ou melhor, mais uma adaptação do Artur para um quadro que também era feito pelos Discocuecas, embora eles fizessem tradução do Inglês para o Português da forma mais absurda. Também é um jeito que o Arthur tem de irritar a sua mulher, Áurea. Resta saber a freqüência que ele usa esse expediente e o que ela faz, em conseqüência.

Seu Valberto. Mais uma criação de Artur de Faria Produções Artísticas inspirada em algum personagem popular, do armazém da esquina, ou do guarda da firma, utilizando o nome do nosso Beto DJ. Sim, o nome dele é Valberto. Assim como o Porã é Iglenho, o Jimi Joe é Arzelindo, o Bibo Nunes é Alcíbio, o Cunha jr. é Eraclides e por aí vai.
A pergunta que não quer calar. É uma frase que não foi criada por nós, isto é certo. Mas entrou para o vocabulário cafezístico e depois que passamos a usar, era comum ouvi-la também em outros programas parecidos que passaram a existir em outras emissoras.

Êêra Programa. Utilizado naqueles dias em que a coisa ta difícil. Algum dos apresentadores “ta cocô” ou o astral não está ajudando. Então resta tocar o barco, ou melhor, a carreta: êêra boi!

Mas ah Cavalo Horse! Serve pra enfatizar um grande feito de algum colega. Se não me engano, Cavalo Horse foi por um tempo, apelido do Fábio Pagliuca. E a hipérbole é proposital. É como “plus a mais” ou “feeling de sentimentos”.

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