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Procurando por: pop

Cafezinho 18 anos!

29 de Desembro de 2015 | Tags: #Cafezinho, #Origem, #RádioPopRock
Texto sobre a origem do programa Cafezinho da pop Rock e que segue no ar atualmente na Radio Mix.
18 anos de Cafezinho.Neste 01 de abril de 2015 a rádio pop Rock faria 18 anos. Isso significa que o programa Cafezinho que segue no ar agora na Rádio MIX está completando sua maioridade. Um pouco da estória do começo do Cafezinho.           O programa surgiu, como já contei no livro Prezados Ouvintes (editora Artes e Ofícios) de uma conversa informal no estúdio, que resolvemos colocar no ar. Após o almoço fomos até o estúdio da rádio pop Rock onde o Fetter estava fazendo seu horário de locução, por volta das 13 horas. Eu, Celso Garavelo e Arthur de Faria. Ficamos ali falando bobagens, brincando com a fome do Fetter que nunca podia almoçar junto com a gente em função do horário do programa. Lá pelas tantas alguém sugeriu que falássemos aquilo tudo no ar e assim foi feito. Os ouvintes gostaram da brincadeira, um ouvinte mandou uma piada (tudo indica que foi a piada do Pardal, do passarinho, da cagada do passarinho) por FAX!!!  A gente leu e muitas pessoas se manifestaram achando tudo muito divertido e sugerindo que fizéssemos de novo. Então resolvemos fazer no dia seguinte outra vez no mesmo horário e daí não parou mais. Também não pararam as idéias de que aquilo não duraria muito porque quem é que ia gostar de ficar ouvindo um grupo de locutores falando umas aboborinhas, contando umas piadas e conversando todos os dias durante uma hora? Ninguém né? Só que não!  Essa era a ideia de muita gente inclusive do nosso chefe, o vice reitor da Ulbra na época, Leandro Becker. Achando que era melhor para a rádio que tocássemos música, ele determinou que tirássemos o programa do ar. Sim, já era um programa naquela altura, depois de alguns dias e de uma repercussão positiva e cada vez maior. Num determinado dia ele (o vice reitor) me disse: ?se amanhã esse programa for ao ar eu te demito?! E ele não estava brincando quando falou. Pensei que teria que abrir mão do então iniciante e promissor programa. No dia seguinte, cheguei na rádio pela manhã imaginando que teria que dar a má notícia aos colegas. Mas informações que me passavam era de que o Cafezinho já era um sucesso. Muitas manifestações de apoio pelo telefone e pelo fax. O pessoal da rádio eufórico. Nunca tínhamos visto algo igual pra um programa novo. Havíamos redescoberto a roda do rádio! Diante desse quadro não falei nada sobre a ordem do nosso chefe. Não consegui. Chegou a hora e o programa foi ao ar normalmente sem que os colegas soubessem da determinação que eu havia recebido.  Talvez alguns não saibam até hoje que esse fato ocorreu. O Cafezinho aconteceu naquele dia com a mesma empolgação dos últimos dias. Durante a tarde, cada vez que tocava o telefone eu imaginava que era o vice reitor pronto pra me demitir. Mas ele só ligou as 9 da noite, quando eu estava comprando pão no supermercado. Atendi o celular Motorola (o tijolão) e ouvi do outro lado: "tu não tirou o programa do ar, né?". Respondi que não, que o programa era um sucesso e eu não concordava em tirar o Cafezinho do ar. E fiquei aguardando a resposta. Ele então disse que a responsabilidade pelo resultado disso mais adiante era toda minha. Falou num tom do tipo "quando der errado já sei de quem cobrar". Eu falei "fechado. A responsabilidade é minha". E o Cafezinho seguiu no ar. E o que se viu foi um crescimento espantoso do programa que chegou a ser o primeiro lugar em audiência entre todas as rádios FM de Porto Alegre naquele horário. Eu estava convicto de que o programa estava dando certo mas não imaginava que chegaria a tanto. A rádio pop Rock nunca chegou ao primeiro lugar de audiência no ranking geral do Ibope (nem tínhamos essa pretensão) mas o Cafezinho chegou. Guardo até hoje a tabela do Ibope apresentando o Cafezinho em primeiro lugar no ranking! Até o Vice Reitor virou fã depois disso!  Foram inúmeras situações engraçadas, lendas criadas, personagens inventados, alguns com fundo teatral, outros baseados apenas em estórias que iam surgindo de manifestações de ouvintes, de jargões inventados na hora. E o curioso em tudo isso é que tudo foi natural, tudo foi sendo feito na prática. Em nenhum momento se pensou em fazer um programa assim ou assado. Claro que há referências históricas no rádio. A começar pelo Sala de Redação que está no ar há mais de 500 anos e tem esse formato de um grupo de pessoas falando, embora ali o motivo seja apenas futebol. Houve também o programa X da Atlântida que fez muito sucesso com os seus radialistas humoristas e criando os primeiros grandes salários do rádio FM gaúcho com o Escova, o Rogério Forcolen, o Papaéu (Eron Dalmolin) e o próprio Alexandre Fetter. Mas quando surgiu o Cafezinho não se pensou em nada disso. Nunca alguém falou: vamos fazer um programa parecido com o programa X ou com o Sala de Redação! O Arthur, por exemplo,  nunca tinha ouvido nem o Sala de Redação (até hoje acho que não ouviu) nem o Programa X.  O Cafezinho nasceu assim, como uma conversa na hora do cafezinho após o almoço! Então, de programa desacreditado acabou se tornando um fenômeno, talvez um dos maiores do FM gaúcho, fazendo daquele horário o mais bem sucedido (em termos de audiência) programa do qual já participei no meus 30 e poucos anos de rádio. Em 2007 houve a saída do Fetter que levou consigo o Cagê e o Maurício para fazerem o Pretinho Básico na Atlântida. Mas isso fica pra outro post, se não isso aqui vira um livro!  

pop rock em 97

19 de Fevereiro de 2011 | Tags: 1997 pop rock, pop rock, 1997, rock, pop
Foto da primeira equipe de locutores da pop Rock em 1997. Porã, Fetter, Padão, Maurício, Cagê, Marta Machado e este que vos escreve.
Foto da primeira equipe de locutores da pop Rock em 1997. Porã, Fetter, Padão, Maurício, Cagê, Marta Machado e este que vos escreve.

Ricardo Barão, A

26 de Desembro de 2010 | Tags: Barão
Conheci o Barão na discoteca da Bandeirantes FM em 1980. Ele apareceu sugerindo um programa de rock e dizendo que tinha farto material.
A “velha” Ricardo Barão!

Conheci o Barão na discoteca da Bandeirantes FM em 1980. Ele apareceu sugerindo um programa de rock e dizendo que tinha farto material. O Barão havia trabalhado na Cultura pop e tava muito a fim de fazer o programa. O Nilton Fernando (que era o diretor da Bandeirantes na época)  resolveu apostar naquela idéia e assim, surgia o Studio 576. O programa marcou época porque era o único naquele momento que tocava rock, rock‘n’roll, rock pesado...quando mudamos para a Ipanema FM o programa do Barão virou o Central Rock e continuou nessa linha. Frequentei o apto do Barão na época em que ele morava na Gonçalo de Carvalho, a bela rua do túnel verde, ele morava na parte mais de cima, próximo da Ramiro. Ele me mostrava entusiasmado os discos do Led, Clapton, Rush.... a minha concepção de rock era mais Beatles  e assim aprendi várias coisas com o Barão nessa área... Inquieto, Barão abriu casas noturnas e fez várias produções de festas e shows. Lembro de uma festa em Novo Hamburgo com show do Cheiro de Vida e o Barão abrindo o som com Born to be wild do Stepenwolf... rock’n’roll minha “velha” ele dizia. Seguidamente alguém me pergunta, e o Barão, onde anda? Muita gente fez a cabeça, literalmente com os programas do Barão. Não tinha muito contato com ele nos últimos anos. Fiquei sabendo esse fim de semana, via twitter que ele andava doente, internado já há vários dias e teve uma parada cardíaca na última quinta feira. Agora ele se foi. Barão era um pouco mais velho do que eu. Não sei exatamente a idade que tinha. Mas partiu cedo, a “velha”.... 

Festa Boys

11 de Desembro de 2010 | Tags:
Tudo começou num bar chamado Elo Perdido que existia ali na Garibaldi. O pessoal do bar me convidou pra fazer um som lá. Naquele momento o hip hop era o que bombava na pista do Elo.

Festa Boys – 10 anos!

 

Tudo começou num bar chamado Elo Perdido que existia ali na Garibaldi. O pessoal do bar me convidou pra fazer um som lá. Naquele momento o hip hop era o que bombava na pista do Elo. Mas como essa não era a minha praia resolvi tocar anos 80 naquela noite do já distante ano 2000. A festa foi legal, bacana. Apesar de alguns freqüentadores assíduos do bar me pedirem pra rodar rap, hip hop,  compareceu uma galera que curtiu o revival oitentista. Dias depois me liga o Branco que estava tocando o antigo Porto de Elis, agora com o nome Teatro de Elis e sugeriu que eu fizesse uma festa lá. Eu disse a ele que tinha feito essa noite do Elo Perdido e ele achou legal. Então chamei a festa de Boys don’t cry porque já existia o programa na rádio nas tardes de sábado. E lá fui eu com as primeiras coletâneas de anos 80 gravadas em CD. Aquele case enorme com CDs dentro das caixinhas já era passado. E não é que foi um sucesso a festa? Mesmo com a estrutura precária do Teatro de Elis (a porta do banheiro por exemplo, caía a todo momento) o clima underground do bar completamente escuro porque não tinha sistema de iluminação. Mas o som era bom, o clima era bom e a primeira boys lotou. Assim, resolvi fazer a segunda, e terceira e daí não parou mais.

Depois disso, a boys passou por várias casas noturnas, praticamente todas de Porto Alegre, ou melhor, somente no Ocidente eu não fiz a festa. Nas outras todas rolou. Algumas que nem lembro o nome agora porque existiram por pouco tempo. Outras foram marcantes, como o Cine Teatro, o ex Ovo de Colombo na Cristóvão, cujo espaço físico é um dos melhores. As grandes festas do DC Navegantes, no auge do movimento em torno dos anos 80. Aquela noite fatídica da Liquid onde muita gente ficou na fila quase toda a noite pra conseguir entrar, sendo que teve gente que foi embora depois de muita espera. A Liquid era um lugar que já bombava narturalmente com seu público ávido por música eletrônica do momento e a Boys levava muita gente. Daí a confusão se deu! Mesmo assim a festa foi boa. Pra quem conseguiu entrar, logicamente.

Muitas estórias que depois podemos ir lembrando e postando aqui. Mas fica o registro dos dez anos da Boys don’t cry que chegou até aqui em função de uma galera que curte muito o som daquela época e também uma galera mais jovem (em menor número, é claro, que se identifica com o som da festa, com as bandas). A boys tem vários seguidores há muitos anos. Mesmo que alguns tenham desistido das festas por motivos variados , outros dão um tempo e voltam. Tem até uma galera que criou o Suburbio, um grupo de amigos que surgiu através da festa e dos chats em torno das músicas dos anos 80. E assim vimos  o surgimento de várias festas do gênero. E será que vai continuar a festa? Não sei. Nunca soube. Assim como não sei onde faremos as próximas. Foi assim durante esses dez anos.  E assim chegamos até aqui.  E enquanto houver uma galera a fim de curtir o som dos oitenta e pouquinho de 90 também pra ficar um pouco mais atualizado, estaremos lá.  E nesse sábado, dia 18 vamos comemorar os 10 anos no Dhomba, com show dos meus amigos da pop Rock all star tocando um set oitentista.  Vou relembrar mais algumas histórias da Boys e depois volto ao tema. Saudações!